Em agosto de 2003, Luciano Gasparini Morais e Mara Antonia da Silva estavam casados havia três anos, com um filho de um ano e três meses, chamado Gian Luca. O casal tinha interesse em realizar um trabalho voluntário, e foi ao ver uma propaganda na TV que decidiram se inscrever no Programa de Apadrinhamento Afetivo.
Após várias etapas como entrevista, oficinas e palestras, Luciano e Mara participaram de um encontro entre os candidatos a padrinho e os candidatos a afilhados. O encontro aconteceu em um final de semana onde foram desenvolvidas diversas atividades lúdicas em grupo, com o intuito de todos se conhecerem.
A idéia inicial do casal era apadrinhar uma criança de até quatro anos, porém ao final do encontro a afinidade surgiu por outra criança, um menino de 13 anos, Luís Edimilson dos Santos Domercke. O histórico familiar de Luís, que perdera o pai com um ano, e vivia em condições de miserabilidade com sua mãe, Maria Aparecida Lopes dos Santos, e mais 5 irmãos, fez Mara e Luciano optarem por colocar o nome do garoto na ficha cadastral.
Afinal, ser padrinho afetivo era um desafio, uma responsabilidade, e dias depois quando foram chamados para confirmarem o apadrinhamento, disseram sim ao projeto. A partir de então, Luciano e Mara tornaram-se padrinhos de Luis Edimilson.
Os outros familiares demoraram a aceitar a idéia. Conforme Elisandra Farias da Silva, cunhada de Mara, no início ela teve receio de Luciano e Mara apadrinharem uma criança desconhecida, porque eles tinham um bebê pequeno. Mas hoje ela diz que o Luís faz parte da família, e a mãe de Luciano, Iara Maria Gasparini, concorda: “O Luís é um adolescente muito querido, muito amoroso, amigo, carinhoso, e faz parte da família, quero o bem dele, e espero que ele tenha um futuro muito bom.”
Em 2004, Luciano e Mara tiveram mais um menino, Cristian, que hoje tem quatro anos e aceita muito bem a presença de Didi, apelido dado ao Luís pelos meninos. E conforme Mara, o Luís sempre foi muito cuidadoso com os guris, tanto que estes sentem falta quando ele não os visita. No início eram somente visitas dominicais ao abrigo, hoje, com 17 anos, Luís passa finais de semana inteiros com os padrinhos.
Conforme a psicóloga Carmem Missiaggia o apadrinhamento ajudou Luís Edimilson a ter uma imagem da família, com a presença de um pai inserido nesse contexto. Ele sempre gostou muito de animais, desde
cachorros, galinhas, até o seu coelho, Flocos, mas conforme a psicóloga, ao conviver mais com as pessoas, no caso, seus padrinhos, Luís deixou de se dedicar exclusivamente aos animais. “Ele passou a olhar um pouco mais para si e, consequentemente, passou a olhar mais para os outros”, conforme Carmem.
Após 5 anos de apadrinhamento, o padrinho Luciano diz que Luís é como um filho para ele, e gostaria que as pessoas pensassem no apadrinhamento afetivo como uma forma de ajudar o próximo. “Eu sei que as vezes a gente tem um mundo atribulado de compromissos, mas se a gente dedicar um pouquinho pra ajudar, a gente consegue fazer.”



Oi Barbie….Muito bacana o trabalho de vocês…É sempre muito bom ver, em meio a tanta notícia desagradável, uma ou outra idéia que resulta em carinho mútuo e inspiração para boas atitudes, é a velha história de sempre: uma pessoa ajuda outra que ajuda mais outra e assim por diante. Parabéns! É muito difícil encontrar divulgação de atos de solidariedade e desprendimento, além de comprometimento com o social.
Abração!
estive lendo e vendo reportagens sobre o assunto e gostaria de apadrinhar uma criança, só que tenho procurado em sites e o que tenho encontrado são só instituições que criam suas próprias regras e só aceitam o apadrinhamento financeiro e não o afetivo. gostaria de saber se há alguma instituição no rio de janeiro onde eu possa fazer o apadrinhamento de uma criança.
Olá Flávia! O trabalho que fizemos foi sobre um colega nosso que apadrinhou uma criança, mas isso aqui no RS. O contato dele, do Orkut, é este: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=12929447679847417548 De repente ele pode te ajudar com essas dúvidas, ou até mesmo passar o contato da Instituição aqui do RS, e de repente eles saibam sobre esses serviços no RJ. Sinto não poder te ajudar mais. Brigada assim mesmo pelo comentário aqui no blog