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Archive for setembro \30\UTC 2008

*Exercício da cadeira de Jornalismo Online I:

A crise das instituições financeiras nos EUA foi consolidada ontem com a rejeição do pacote de 700 bilhões proposto pelo governo americano para ajudar na crise. A Câmara dos Representantes (deputados) dos EUA derrubou o pacote com 226 votos contra, sendo que 207 votos foram a favor. Desde os anos 30, na Grande Depressão, que não acontece uma intervenção do governo na economia. Ontem, dia 29 de setembro, aconteceu uma tentativa de mudar esses dados, porém com a rejeição do pacote de ajuda fiscal proposto por Bush, os legisladores terão que pensar em outras medidas.

Logo após a votação, as consequências da crise foram percebidas. A Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) caiu para 10% e o sistema de circuit breaker foi acionado. Este sistema, que é um mecanismo que a BOVESPA utiliza quando acontecem movimentos bruscos no mercado financeiro, permite amortecer e balancear as ordens de compra e venda. Conforme o Estadão, o índice Dow Jones caiu para 6,03%, atingindo a maior queda em um só dia em toda a história. E a Nasdaq despencou 6,18%. Com a crise, também fica mais difícil, tanto para a população quanto para as pequenas e grandes empresas, de conseguir empréstimo bancário.

A preocupação agora é saber se a crise nos Estados Unidos pode afetar países emergentes, como o Brasil. Os impactos no país ainda podem ser desconhecidos, mas o presidente Lula já se manifestou e buscou tranquilizar a população. Enquanto isso, Bush afirma que está em negociação com o Congresso para que um novo acordo seja feito.

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Alguém aí já ouviu falar do filme Ainda Orangotangos? Acredito que muitos já tenham ouvido falar, principalmente os gaúchos. Pois se trata de um longa metragem dirigido pelo Gustavo Spolidoro e produzido pela produtora Clube Silêncio de Porto Alegre. Quem conhece um pouco do trabalho de Gustavo Spolidoro, sabe que uma de suas marcas é o plano-sequência. Eu pude conferir dois curtas dele que foram feitos em um único plano-sequência, Velinhas(1998) e Outros(2000), este último eu adorei, vi e revi várias vezes. Mas será possível fazer um longa metragem totalmente em plano sequência, sem corte algum? Spolidoro prova que sim. Ainda Orangotangos é a prova disso, com 81 minutos ininterruptos.

O filme mostra 15 personagens em situação limite no dia mais quente do verão de Porto Alegre. Eles “transitam entre a realidade e a fantasia, entre o sonho e o pesadelo, entre o belo e o bizzaro”. Segundo descrição do próprio site do filme. Mas para tudo isso dar certo foram 4 meses gastos na pré-produção e 2 meses de ensaio, e haja ensaio. O resultado desse empenho todo foi a gravação de 6 takes, um por dia, e o gravado no 2° dia (08/12/2006) foi o escolhido.

Não bastasse tudo isso, o filme ainda conta com uma trilha única, que valoriza as principais bandas e músicas gaúchas da década de 80 até os dias de hoje. Do ápice do amor com “Meu amor” (Yanto Laitano) – “Meu amor, eu te odeio, você me perturba e um dia ainda vou conseguir te matar”- até os clássicos do rock gaúcho como “Amigo Punk” executada por Arthur de Faria e seu Conjunto.

Antes mesmo de ver o filme, já tirei o chapéu para o diretor, Gustavo Spolidoro, e para essa idéia. E para aqueles que ficaram com vontade de assistir, assim como eu, confiram o trailer e fiquem com aquele gostinho de quero mais.

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Trabalho hipertexto:

*Conteúdo exclusivo para a cadeira de Jornalismo Online I

Do Terra:

Política

Terça, 23 de setembro de 2008, 17h50

Haddad crê que Lula já definiu Dilma para 2010

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já definiu a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como candidata do governo à sua sucessão em 2010. Perguntado se a opção de Lula por Dilma estava tomada, Haddad, que também é apontado como potencial candidato, respondeu que sim. “A minha percepção é que a questão está decidida”, declarou.

Para o ministro da Educação, a escolha de Lula deve ser respeitada pelo PT e também por outros partidos aliados. “Penso que a opinião dele pesa muito e deve ser considerada profundamente por qualquer partido”, ressaltou. Além de Haddad, o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, também acredita que Dilma Rouseff seja um dos nomes mais fortes para a candidatura de 2010.

Pesquisa de opinião do Instituto Sensus divulgada na última segunda-feira mostra, no entanto, que a ministra aparece nos últimos lugares nas simulações de primeiro turno e que perderia para o PSDB nos cenários de segundo turno.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou em entrevista ao jornal Zero Hora que a colega de ministério e de legenda não tem militância no partido e que o candidato à sucessão do Lula deve ter o crivo do PT.

Enquanto isso, o presidente Luís Inácio Lula da Silva nega que já tenha um nome para as eleições de 2010. Porém em entrevista à TV Brasil, Lula disse que Dilma “merece” ser candidata.

Haddad descartou uma candidatura no Congresso e disse não cogitar nenhum outro cargo eletivo. “Não há a menor possibilidade de isso acontecer”, destacou, dizendo não ter “o perfil” para a função de parlamentar. A amigos, tem dito que pretende dar continuidade à carreira acadêmica depois de deixar o Executivo.

Reuters

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*Conteúdo exclusivo para a cadeira de Jornalismo Online I

Do site G1:

Na TV, Dilma apóia candidato do PT no Recife

Com Costa, ‘vamos poder fazer ainda mais pelo Recife’, diz Dilma. João da Costa lidera as pesquisas de intenção de voto no Recife.

Da Agência Estado

“Agora é a vez de João da Costa prefeito”, afirma a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em uma gravação do candidato petista a prefeito do Recife, divulgada nesta segunda-feira (15) no programa eleitoral da televisão.

Na sua estréia na campanha do petista, ela garante que com Costa, “vamos poder fazer ainda mais pelo Recife”. Sua imagem vai ao ar depois de uma reportagem do programa mostrar a retirada de famílias de algumas palafitas de mangues e periferias e o anúncio de financiamento assegurado para mais cerca de 700 famílias deixarem de habitar em condições sub-humanas.

“Com o PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) retiramos palafitas e estamos construindo esgoto e moradia”, diz a ministra, em gravação realizada há cerca de duas semanas, em Brasília, mas que somente foi hoje ao ar.

“Vamos tornar o Recife uma cidade mais humana”, completou. A estréia de Dilma ocorreu uma semana após a aparição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa eleitoral da televisão e em inserções pedindo voto para João da Costa.

Segundo a última pesquisa Ibope, João da Costa lidera as pesquisas de intenção de voto, com 46%. O ministro da Justiça, Tarso Genro e o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini também já participaram da campanha de Costa, nome escolhido pelo prefeito João Paulo (“João é João” e “a mudança vai continuar” são os principais motes) e também apoiado pelo governador do Estado, Eduardo Campos (PSB), que indicou o candidato a vice, Milton Coelho (PSB).

Na tentativa de levar a eleição ao segundo turno, os opositores de João da Costa tentam desconstruir a imagem criada em torno da administração João Paulo (“um governo que cuida das pessoas”), apontando falhas e gastos que consideram mal utilizados, com eleitores mostrando insatisfação e decepção. Mendonça Filho (DEM), Raul Henry (PMDB), Cadoca (PSC) e os partidos PSTU, PSOL e PCB tentam convencer o eleitor de que têm melhores propostas.

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Finalmente assisti O nevoeiro. Para aqueles que não sabem, o filme é baseado no conto (de mesmo nome) do mestre do suspense e do terror, Stephen King. No Brasil a história foi publicada no livro Tripulação de Esqueletos. A direção e adaptação do roteiro é de Frank Darabont, que também já adaptou outras histórias de King, como Um sonho de Liberdade e À espera de um Milagre (que é um dos meus filmes favoritos).

Mas vamos ao que interessa. Resumindo a história, o filme mostra um nevoeiro que toma conta de uma cidade após um tornado. Ok, isso não seria nada de mais se fosse um simples nevoeiro. Mas não é. Ele esconde criaturas estranhas, monstros, algo sobrenatural, enfim, o que quer que seja, obrigando um grupo de pessoas a ficar dentro de um supermercado. É aí que começam os problemas. Enquanto as pessoas buscam se proteger (e sobreviver) o filme mantêm um clima de suspense e tensão que faz com que a gente não desgrude o olho da tela.

Mas o que acontece com várias pessoas reunidas em um mesmo local, por muito tempo, apavoradas diante de algo que não podem explicar? E sendo que uma destas pessoas é uma fanática religiosa (ou algo similar) que acredita que tal situação é a representação do fim dos tempos? A situação não é boa. Enquanto as pessoas deviam temer pelas criaturas presentes no estranho nevoeiro, o que acontece é que elas se voltam uns contra os outros, expondo a irracionalidade e a vulnerabilidade do ser humano. Aliás, o filme trata muito do psicológico, da natureza humana, e é isso que torna O nevoeiro um dos melhores filmes que eu vi este ano. E no que toca à religião, ele é bastante enfático ao nos apresentar ao destaque do filme, a Sra. Carmody (interpretado pela ótima Marcia Gay Harden) que acaba se tornando o grande “monstro” do filme.

Não vou falar mais, porque se não me empolgo e conto todo o filme. E a intenção é que aqueles que não assistiram, o façam, porque este é um filme que vale a pena. Ah, mas uma pequena observação, quem só curte ver filmes com “happy end”, cuidado. Digamos que o filme termine de uma forma um pouco pessimista, mas que se encaixa perfeitamente no contexto do filme. Quem ainda não se convenceu, abaixo, o trailer (a qualidade não tá das melhores, mas dá pra ter uma noção):

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Queridos leitores, semestre passado participei como atriz de um curta-metragem. Antes disso, eu já tinha tido algumas experiências cinematográficas (que relatarei mais adiante pra vocês) e televisivas (fazendo figuração em propagandas). Imaginem vocês alguém dançando com melões na mão, com a música “Na real tudo que eu gosto é BIG, BIG BIG é ser feliz de fato..na real o BIG é mais barato”. Pois eu já passei por isso, acreditem.

Toda equipe que participou da produção e execução do curta

Toda equipe que participou da produção e execução do curta

Porém isso não vem ao caso.  Alguns anos atrás eu já tinha feito teatro, e por esse motivo fui convidada pelo grupo da cadeira de Produção em Imagem da Unisinos para participar do curta. O convite na verdade aconteceu porque alguém do grupo conhecia alguém, que conhecia alguém, que me conhecia. E assim que esses projetos dão certo.

O nome do curta era Cara de bobo, recebi o roteiro (que adorei), li, fiz um pequeno ensaio com o diretor e em um belo Sábado estávamos indo gravar. A equipe super engajada, organizada, ou seja, o resultado não poderia dar mais certo. A minha personagem era a Marina, e só sei que no fim das contas rolou até cena de beijo (peraí, o outro personagem era meu namorado..hehe). Acho que só por isso ele topou participar. E além dele, atuei também com o Maurício, que é um amigo do tempo do Teatro, e outro grande amigo, de longa data, Juliano.

Claro que rolou muitos erros e muitas risadas, mas no fim das contas o resultado foi ótimo. Se um dia eu resolver ser atriz, já tenho um dvd do curta pra mostrar meu talento (até parece).

Confiram aí o curta: (e se você também já teve uma experiência como essa, deixe seu comentário).

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O meio é a mensagem

*Conteúdo exclusivo para a cadeira de Jornalismo Online I:

No texto Os meios de comunicação como extensões do homem, Marshall Mcluhan faz a seguinte afirmação: o meio é a mensagem. Primeiramente é importante saber que, para o autor, meio pode ter vários significados:

1)      Como maneira, modo, veículo, para a realização de diferentes operações.

2)      Como veículo de comunicação (diferentes mídias – TV, rádio, cinema, etc.)

3)      Extensões tecnológicas (sinônimo que Mcluhan mais utiliza).

4)      Como ambiente.

5)      E, por fim, como sinônimo de público.

Antes da eletricidade, acreditava-se que a mensagem era o conteúdo, porém isso mudou. O conteúdo é a história, é o que subsidia o meio, de modo a criar a mensagem. Para Mcluhan “o conteúdo de qualquer meio é sempre um outro meio”. Isso comprova que, ao contrário do que os críticos da teoria de Mcluhan diziam, ele não desvaloriza o conteúdo de um meio, mas percebe a possibilidade de um meio promover efeitos que atuem de forma paralela ao conteúdo da mensagem.

Mcluhan defendia que “a recepção de uma mesma mensagem por diferentes sistemas não é garantia de mesmos significados”. Isso porque é o meio que determina, que define a mensagem, pois cada meio possui uma linguagem própria, suas próprias características (condicionamentos tecnológicos). E é essa “gramática” (conteúdo, forma e efeitos) que vai reger os processos de comunicação. Conforme o autor, não há mensagem sem “uma gramática que se apresenta a partir das características de um dado meio” e “sem um usuário/sistema que atualiza, revela, esta mesma gramática”.

Para exemplificar a teoria de Mcluhan, escolhi dois vídeos postados na web, uma reportagem do Fantástico sobre os emos, e outra sobre a apnéia no surf, do programa Esporte Espetacular. Ambos os vídeos foram postados no youtube, da mesma forma em que foram apresentados na TV. Quando o vídeo passa do suporte televisivo para o suporte da web, ele perde as características de vídeo. Isso porque, ele não foi pensado e feito para aquele meio. Como diz Mcluhan o meio impõe sua linguagem, e ao colocar o vídeo feito para a TV na web, ele não está utilizando a linguagem própria deste meio.

A TV condiciona não pelo que informa, mas como informa. No caso da reportagem há um determinado modo de apresentar os fatos, seja através das imagens, das sonoras, entrevistas feitas, trilha, músicas, tudo isso, dentro de um padrão, de uma linguagem característica da TV. Sem contar que na TV há uma limitação de tempo. Já na web essa “gramática” é diferente, ela está se apropriando da linguagem da TV ao colocar um vídeo que foi inicialmente pensado para a televisão.

Enquanto na TV o programa possui um horário fixo pré-determinado, na web o usuário pode assistir ao vídeo a qualquer dia e horário. E conta também com a vantagem de poder parar, retroceder, rever, características estas que não são possíveis na TV. Outras possibilidades adquiridas pelo vídeo na internet é a interação do usuário, podendo este deixar comentários, ver quantas visualizações o vídeo já teve, dar nota, além de divulgá-lo, enviando por e-mail aos seus amigos, por exemplo.

Porém nesse processo do suporte televisivo para o suporte da web, se perdem algumas questões de legibilidade. O vídeo possui uma qualidade mais baixa, a imagem é reproduzida em tamanho menor, o que dificulta, muitas vezes, a visualização de alguns GC´s. E, em alguns casos, há também problemas com o som que é muito baixo.

Segundo Mcluhan o conteúdo de qualquer meio nos cega para a natureza desse mesmo meio, ou seja, enquanto vemos um vídeo na web não percebemos a verdadeira natureza, a função, da web. E o modo como o meio é usado, é que determina seu valor.

Enquanto o vídeo na TV utiliza de certos recursos para passar e reforçar sua mensagem, como as imagens escolhidas, a entonação das sonoras, os entrevistados escolhidos, a própria edição, na web isso não funciona. Pois mesmo o usuário estando diante da mesma mensagem, os significados produzidos são diferentes, porque “o significado não está amarrado diretamente à mensagem”, ou seja, ” a própria mensagem não é garantia de univocidade para diferentes sistemas”.

A web deveria utilizar suas características para passar a mensagem, primeiramente porque não há limite de tempo, portanto, a reportagem poderia ser mais extensa, conter maiores informações, entrevistados, depoimentos. Ela teria que ser pensada para aquele meio, mostrando de diferentes formas os emos, ou o curso de apnéia para surfistas. Pois a mensagem muda conforme o meio. E para Mcluhan “a mensagem é o conjunto de características cognitivas e subjetivas que surgem do indivíduo após a interação com um novo meio”.

O autor diz ainda que “as mensagens, estando amarradas, fixas, revelam-se como reflexos de uma gramática comum a um dado meio”. O que resulta na grande afirmativa de Mcluhan de que o meio é a mensagem.

Abaixo, os vídeos analisados:

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