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Archive for novembro \25\UTC 2008

[Rec]. Assisti e indico!

Ontem a noite resolvi ir ao cinema, sozinha. Refrigerante numa mão, pipoca doce na outra, entro na sala de cinema. Uma imensidão de cadeiras vazias. Sento bem no meio. Não consigo entender quem não considere as fileiras do meio, e logicamente, as poltronas do meio, as melhores. Iniciam os trailers e a sala continua vazia. Começo a questionar como deve ser ver um filme de terror completamente só. Porém, alguns minutos depois entram 2 rapazes, o que não muda muito a situação.

rec-poster[Rec] é um filme de terror espanhol onde uma jornalista e um cinegrafista de um programa de TV decidem acompanhar a rotina noturna de uma equipe de bombeiros. Porém eles recebem um chamado, e o que parecia um simples resgate, se torna algo totalmente inesperado e assustador. Utilizando recursos como o filme A Bruxa de Blair, vemos todo o filme através do olhar da câmera que o cinegrafista usa. Isso torna o filme incrivelmente tenso, nos sentimos dentro da ação, correndo e fugindo junto com os personagens. Isso quando não ficamos mordendo o canudinho do refrigerante esperando a próxima criatura aparecer através da câmera. As reações podem ser as mais diversas, acreditem.

Gostei também do fato deles darem uma explicação do porquê da situação, ou das criaturas. Elas não são simplesmente colocadas no filme e temos que aceitar aquilo como verdade absoluta e amém. Então para quem curte um bom susto, vale a pena ver! As atuações são muito boas, e como diz a jornalista: “Pablo, não pare de filmar”. Gracias Pablo.

E se você quiser saber outras opiniões sobre o filme, leia mais aqui.

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Cartaz do filme

Betrug- A maldição do Corno, esse é o título da obra prima que fiz junto com uma turma de amigos. Não é todo dia que se acorda e pensa: “Hummm, que vontade de fazer um filme”. Uma série de fatores nos levou a ter essa idéia um tanto quanto inusitada, que posta em prática, se transformou num longa metragem de mais de uma hora e meia. Sim, é um longa. Loucura ou não, conseguimos reunir vinte e duas pessoas, em 3 fins de semana, na remota cidade de Santa Maria do Herval, e foi lá que tudo aconteceu.

Óbvio que teve toda a pré-produção, organização, escolha dos personagens, roteiro, equipamento, escolha da locação, e, claro, conseguir conciliar uma data em que as vinte e duas pessoas pudessem ir. Não foi fácil. Mas conseguimos. A gente não estava de brincadeira, gravávamos de madrugada, dormíamos quando podíamos, comíamos sentados em um canto qualquer, tudo isso para fazer um filme amador, porém não tão amador.

A gente vê por aí muitos filmes trash, amadores, que não se preocupam em serem bem feitos. O nosso objetivo era tentar fazer um filme, que mesmo sendo amador, fosse bom. E acho que conseguimos. Não foi a toa que após as gravações demoramos 1 ano para editar. Também, não é nada fácil editar 6 fitas de uma hora e meia cada. (sim, a gente tinha tudo isso de filmagens).

As gravações foram em 2005, a finalização e lançamento em 2006, e agora, 2 anos depois, ainda somos parados e questionados: “Vocês não são aqueles atores do Betrug?”, “Já vi o teu filme, muito engraçado”…e em alguns locais as falas do filme já viraram até jargões. Então se por um azar do destino, você é uma das pessoas que ainda não assistiu o filme, entre no site e confira. Demora pra baixar, mas eu garanto, vale a pena.

Mariana Scherrer no fundo da cena e a claquete do filme

Mariana Scherrer no fundo da cena e a claquete do filme

E para quem quiser saber mais sobre como surgiu a idéia, como foram as gravações, leia o texto que eu fiz pro Babélia, na cadeira de Redação II.  E se você também já participou de alguma produção amadora, se já fez um filme trash, se já viu o nosso filme e gostou ou não gostou, deixe seu comentário. Enquanto isso, dê uma espiadinha no trailer do nosso filme. Depois disso, você vai querer ver tudo. (Assim espero!)

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Sugestões de pauta

* Atividade da cadeira de Jornalismo Online I

Pauta 1: Transporte para a Universidade.

Foco 1 (Bárbara): Transporte daqueles que moram na cidade (carro / ônibus / passagem escolar (dar informações de como fazer)).

Foco 2 (Tiago): Transporte do interior para a Universidade (verba do município / ônibus / tempo de deslocamento / associações universitárias).

Foco 3 (Fernanda): Tranporte da capital para a Universidade (Trem (história do trem) / ônibus Central).

***

Pauta 2: Rota turística (serra / capital / litoral)

Foco 1 (Bárbara): Onde ir em Gramado, o quê fazer, culinária… (mostrar que os moradores da cidade nem sempre visitam os pontos turísticos X visão do turista).

Foco 2 (Tiago): Rota turística de Santo Antônio da Patrulha (culinária, paisagens, cachaça, sonho e rapadura / turismo religioso) – (cultura turística da cidade / população).

Foco 3 (Fernanda): Passeio de ônibus turístico (morador da capital que nunca fez o passeio X visão do turista), rota dos bares e restaurantes (fazer link com rota nova do ônibus), circuito cultural (CCMQ , Gasômetro, MARGS, etc.).

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Uma idéia que deu certo

Em agosto de 2003, Luciano Gasparini Morais e Mara Antonia da Silva estavam casados havia três anos, com um filho de um ano e três meses, chamado Gian Luca. O casal tinha interesse em realizar um trabalho voluntário, e foi ao ver uma propaganda na TV que decidiram se inscrever no Programa de Apadrinhamento Afetivo.

Após várias etapas como entrevista, oficinas e palestras, Luciano e Mara participaram de um encontro entre os candidatos a padrinho e os candidatos a afilhados. O encontro aconteceu em um final de semana onde foram desenvolvidas diversas atividades lúdicas em grupo, com o intuito de todos se conhecerem.

Mara (E) com Cristian no colo, Luis Edimilson, Cida (mãe), Dadá (irmã) e Luciano

Mara (E) com Cristian no colo, Luís Edimilson, Cida (mãe), Dadá (irmã) e Luciano

A idéia inicial do casal era apadrinhar uma criança de até quatro anos, porém ao final do encontro a afinidade surgiu por outra criança, um menino de 13 anos, Luís Edimilson dos Santos Domercke. O histórico familiar de Luís, que perdera o pai com um ano, e vivia em condições de miserabilidade com sua mãe, Maria Aparecida Lopes dos Santos, e mais 5 irmãos, fez Mara e Luciano optarem por colocar o nome do garoto na ficha cadastral.

Afinal, ser padrinho afetivo era um desafio, uma responsabilidade, e dias depois quando foram chamados para confirmarem o apadrinhamento, disseram sim ao projeto. A partir de então, Luciano e Mara tornaram-se padrinhos de Luis Edimilson.

Os outros familiares demoraram a aceitar a idéia. Conforme Elisandra Farias da Silva, cunhada de Mara, no início ela teve receio de Luciano e Mara apadrinharem uma criança desconhecida, porque eles tinham um bebê pequeno. Mas hoje ela diz que o Luís faz parte da família, e a mãe de Luciano, Iara Maria Gasparini, concorda: “O Luís é um adolescente muito querido, muito amoroso, amigo, carinhoso, e faz parte da família, quero o bem dele, e espero que ele tenha um futuro muito bom.”

Em 2004, Luciano e Mara tiveram mais um menino, Cristian, que hoje tem quatro anos e aceita muito bem a presença de Didi, apelido dado ao Luís pelos meninos. E conforme Mara, o Luís sempre foi muito cuidadoso com os guris, tanto que estes sentem falta quando ele não os visita. No início eram somente visitas dominicais ao abrigo, hoje, com 17 anos, Luís passa finais de semana inteiros com os padrinhos.

Gian Luca e Luis Edimilson

Gian Luca e Luís Edimilson

Conforme a psicóloga Carmem Missiaggia o apadrinhamento ajudou Luís Edimilson a ter uma imagem da família, com a presença de um pai inserido nesse contexto. Ele sempre gostou muito de animais, desde

Jéferson, irmão de Luis (E), com Cristian no colo, Gian Luca e Luis Edimilson.

Jéferson, irmão de Luís (E), com Cristian no colo, Gian Luca e Luís Edimilson

cachorros, galinhas, até o seu coelho, Flocos, mas conforme a psicóloga, ao conviver mais com as pessoas, no caso, seus padrinhos, Luís deixou de se dedicar exclusivamente aos animais. “Ele passou a olhar um pouco mais para si e, consequentemente, passou a olhar mais para os outros”, conforme Carmem.

Após 5 anos de apadrinhamento, o padrinho Luciano diz que Luís é como um filho para ele, e gostaria que as pessoas pensassem no apadrinhamento afetivo como uma forma de ajudar o próximo. “Eu sei que as vezes a gente tem um mundo atribulado de compromissos, mas se a gente dedicar um pouquinho pra ajudar, a gente consegue fazer.”


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