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Archive for dezembro \30\UTC 2008

Para que o ato de comprar não se torne algo apavorante ou constrangedor, os vendedores deveriam seguir uma cartilha com regras básicas. Uma delas deveria ser: Assim que o cliente entrar na loja, receba-o de forma simpática e acolhedora.

Alguns, porém, levam a regra ao pé da letra e assim que você adentra a loja saltam em sua direção, como se você fosse uma presa pronta para o abate, e com aquele sorriso amarelo questionam:

– Boa tarde, em que posso te ajudar?

Ficando longe de mim. Seria um bom começo. Mas desista. Você vai sentir a respiração da vendedora no seu cangote enquanto tenta, desesperadamente, olhar as roupas. Algumas ainda não entenderam que ser prestativa é diferente de ser intrometida.

Em contrapartida outros te recebem com uma cara de desânimo, por terem seu momento de descanso interrompido. É de doer. Vai ver eles simplesmente não precisem do seu dinheiro, ou do emprego.

Outra situação embaraçosa é quando somos avaliados dos pés à cabeça pelo vendedor com ar de “você não tem condições de comprar na nossa loja”. E isso acontece o tempo todo. E nos sentimos um lixo. Tudo bem que às vezes até sabemos que aquela loja não é pro nosso bico, mas estamos procurando e pesquisando, certo?

Outra regra que deveria ser respeitada pelos vendedores é: Se o cliente procura algo, não ofereça o que ele não pediu. É uma regra questionável, eu sei. Mas quem nunca ficou incomodado de pedir uma blusa determinada e o vendedor oferecer outra completamente diferente? Ou pior.

– Eu queria dar uma olhada em vestido longo.

– Nós não temos. Mas tem essas blusas lindas que chegaram essa semana.

Blusas? Eu queria vestido. Qual parte a vendedora não entendeu? Outras vezes adquirimos uma peça, e logo nos questionam:

– Não quer dar uma olhada em brincos?

-Não.

– Chaveiros…carteira…?

-Não.

– Que tal…

– Não, obrigada.

Será que eles simplesmente não entendem que eu não vou gastar mais dinheiro? Estou satisfeita, fiz a compra, obrigada. Por que eles não se dão por satisfeitos? Vendedores conseguem ser insaciáveis e inconvenientes.

Mas do outro lado, os clientes, também têm sua parcela de culpa. Nessa história há uma linha tênue entre quem assume o papel de moçinho e vilão.

Continua…

(Acompanhe os próximos capítulos…)

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comprasFim de ano. Época de muitas festas, e, por que não dizer, de muitas compras a serem feitas. Para a maioria das pessoas, principalmente das mulheres, isso pode ser bem estressante e desgastante. Mas não importa a ocasião, nem a pessoa em questão, para fazer compras algumas regras deveriam ser estabelecidas, e respeitadas.

Hoje fui na Gang para efetuar uma troca. Fui atendida por uma simpática atendente com um linguajar jovem cheio de gírias, que a muitos incomodariam, mas a mim é indiferente. Se eles querem que a gente se sinta jovem, ok, vamos entrar no clima, o que importa é atender bem. Pois a “garota” de hoje foi reprovada no teste. Não sei se pelo simples motivo de ser uma troca, e isso não lhes trazer lucro algum. O fato é que a moça parecia estar bem mais ocupada atendendo outras pessoas (que provavelmente gastariam mais do que eu), ou colocando novas roupas nas araras.

Fiz a troca por um produto de menor valor, decidi adquirir então outra peça.

– Moça, consegue essas duas bermudas no tamanho X ou Y? (vocês não precisam saber dos detalhes sórdidos).

Enquanto isso, experimento outros modelos, e nada da vendedora com as bermudas. Escolhi uma. Saí do provador, perguntei pelas bermudas.

– Me matei procurando, mas não tem nenhuma das duas.

Tudo bem. Estou prestes a finalizar a compra, quando vejo em cima do balcão a bermuda que eu tinha pedido e no tamanho que eu queria. Se uma criatura como eu, sem capacidade alguma para vendedora, consegui localizar uma bermuda, como ela não conseguiu? Ela não se matou o suficiente. Mas um pouco de boa vontade teria sido o bastante. Para sorte delas, e azar o meu, acabei levando a primeira bermuda mesmo.

No fim das contas deixei 25,90 de lucro para a loja, não merecidos. Sorte deles que eu gosto de loja, caso contrário, estaria na minha lista de “não entrar mais”. Motivo: Atendimento ruim. Portanto, regra nº 1: atender sempre bem o cliente, porque ele pode nunca mais voltar. Continua…

(aguarde os próximos capítulos)

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Dia 25 de Dezembro. Feriado de Natal e dia de muitas estréias nos cinemas brasileiros. Para quem estiver de férias, ou então para quem quiser fugir das festas cheia de parentes acampados pela sua casa, com doces e comida por todo o lado, assistir um filme é uma boa pedida.

marleyandme_011Para quem leu e curtiu o livro Marley e eu, a telona apresenta a história com os atores Owen Wilson e Jennifer Aniston no papel do casal John Grogan (autor do livro) e Jennifer Grogan, que adotam um lindo cão labrador, Marley. A partir desse momento a vida deles muda completamente, e eles descobrem que aquele lindo filhote pode se tornar o pior cão do mundo. O filme garante boas risadas, mas por via das dúvidas, levem um lençinho também.

Também baseado em livro, Crepúsculo (da autora Stephenie Meyer), conta a história twilight_091da adolescente Isabella Swan que muda de cidade e conhece no colégio o garoto Edward Cullen, e estes acabam de apaixonando. Previsível? É, porém o rapaz é nada mais, nada menos, que um vampiro. Mas “Bella” não se intimida e segue com seu amor. Eu pretendo ler o livro primeiro, já o filme não me interessou muito, mas fica a dica pra quem gosta de romances vampirescos adolescentes.

O ator Will Smith encerra o ano com outra grande estréia, Sete Vidas, do mesmo diretor de A procura da felicidade. Will vive um agente do Imposto de Renda, Ben Thomas, que guarda um segredo trágico e embarca numa jornada que mudará a vida de 7 pessoas. O filme aborda questões sobre vida e morte, arrependimento e perdão, estranhos e amizades, amor e redenção, mostrando como as pessoas podem ter seus destinos unidos de forma surpreendente. Esse não dá pra perder.

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Tem também o filme Coração de Tinta – O livro mágico, com Brendam Fraser, Paul Bettany e Helen Mirren no elenco.inkheart_031 Mortimer “Mo” Folchart e sua filha Meggie compartilham uma imensa paixão por livros e suas histórias. Entretanto, embora Meggie não saiba, seu pai é capaz de dar vida a qualquer personagem dos livros que ele lê em voz alta, trazendo-os para o nosso mundo. Mas, para cada personagem que ganha vida na fantasia, alguém real se transporta para as páginas dos livros. Certo dia, Mo encontra o livro Coração de Tinta, um livro repleto de ilustrações de castelos medievais e criaturas estranhas. Porém, o vilão do livro, Capricórnio, seqüestra Meggie, fazendo com que vários personagens saiam do mundo de fantasia para o mundo real. Determinado a resgatar sua filha e devolver os personagens ao lugar onde pertencem, Mo reúne um grupo improvável e meio maluco de aliados – tanto do mundo real, quanto do literário – e embarca numa jornada perigosa e arriscada para devolver a ordem ao mundo.

gomorrah_05Gomorra também é outra estréia, o filme italiano apresenta a máfia napolitana, uma das mais sangrentas e lucrativas da Itália atual. E por fim, temos um filme francês bastante propício para a data de hoje, Um conto de Natal. O roteiro apresenta um casal, Junon e Abel, traumatizado pela perda de seu filho Joseph, eles se reúnem com a família após muitos anos, na noite de Natal, para que possam tomar juntos difíceis decisões sobre o transplante de medula que Junon precisa para sobreviver. Interessante, hein?!

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Para os cinéfilos de plantão, aí estão as dicas, meus sinceros desejos de boas festas e, bom filme.

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A Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) recebe estudantes de diversos lugares, muitos destes, de longe. Mas e para aqueles que moram na cidade de São Leopoldo, será que é assim tão fácil chegar até a Universidade? A cidade possui vinte e quatro bairros, e nem todos ficam próximos da Unisinos. Assim, a maioria dos estudantes opta pelo ônibus como meio de transporte.

A estudante de Letras Úrsula Pletsch, 23 anos, mora no Bairro Arroio da Manteiga, e segundo ela não há muitos ônibus que vão direto para a faculdade, portanto, ela precisa pegar um que vá até o trem, e utilizar o circular para chegar à Universidade.

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Todo esse percurso, calculando a caminhada até a parada, o tempo dentro do ônibus, a espera pelo circular e o tempo que este demora, Úrsula demora 45 minutos para chegar à Unisinos. O tempo dispensado pela estudante acaba sendo o mesmo de muitas pessoas que vêm de outras cidades, como da Capital.

imagem-004A cobradora de ônibus da empresa Leopoldense, Leci Terezinha Rodrigues dos Santos, disse que o trajeto da Unisinos até a última parada, no Bairro Vista Alegre, demora em média 40 minutos.

Porém há um trajeto mais longo, que vai da Universidade para o Trem, depois Mauá, Bairro Vista Alegre e Jardim Luciana para finalizar, totalizando 50 minutos dentro do ônibus. Ou seja, nem sempre morar na mesma cidade que se estuda é garantia de chegar rápido.

Da mesma forma que Úrsula, a estudante de psicologia que reside no Morro do Espelho, Anna Luíza Trein, 28 anos, demora o tempo total de 40 minutos para chegar até a Unisinos. Pela falta de ônibus que passe perto da sua casa, e por ter poucas opções de horário, Anna caminha até a Estação São Leopoldo, de onde se desloca de trem até a Estação Unisinos, e após utiliza o circular para chegar à Universidade.

Já a estudante de Jornalismo Natacha Nonnenmacher Kötz, 22 anos, mora no Bairro Rio Branco, e utiliza a empresa de ônibus Sete de Setembro para ir até a Unisinos. Para ela o trajeto demora 15 minutos.

Para os estudantes que optam pelo ônibus, seja da empresa Leopoldense, Sinoscap ou Sete de Setembro, o valor gasto na passagem é de 2 reais, mas quem utiliza a passagem escolar, como as estudantes Úrsula e Natacha, obtêm 50% de desconto.

Conforme a cobradora Leci, a maioria dos estudantes utiliza a passagem escolar, e os que não utilizam é porque estão providenciando.

Há quem opte por ir à Unisinos de carro. Esse é o caso da estudante de Nutrição, Débora Finger, 22 anos, que

A estudante Débora Finger e seu carro

A estudante Débora Finger e seu carro

reside no Bairro Scharlau. Segundo ela, o único ônibus que pára perto de sua casa é da Central, e são poucos os horários disponíveis. Já o ônibus da empresa Sinoscap a deixaria muito longe de casa. Estes fatores, somados à demora do ônibus, fizeram Débora escolher ir de carro até a Universidade.

Sem contar que nas terças e quintas ela treina vôlei na Unisinos, o que resulta numa sacola extra, além do material escolar, dificultando ainda mais a locomoção de ônibus. Nestes dias ela vai mais cedo para a Unisinos, e opta ir pela BR, cujo trajeto demora 15 minutos.

Porém conforme Débora, nos dias que ela vai à noite, para as aulas, ela pega o horário de maior movimento, e a sinaleira da BR demora muito, fazendo a estudante optar fazer o percurso pelo Centro, que demora em média 30 minutos.

Apesar de pagar $ 2,80 no estacionamento, além do valor gasto com gasolina, Débora afirma: “Com o carro eu posso ir embora a hora que eu quiser e estar em casa em questão de 10 minutos. Enquanto eu puder pagar a gasolina, eu vou de carro.”

Assim, são muitas as opções dos leopoldenses para irem à Unisinos, mas nem todas são baratas e rápidas.

Acompanhe o mapa e entenda o percurso feito pelos estudantes até a Universidade.

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