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Archive for outubro \27\UTC 2009

Stop Motion

Há semanas meu namorado vinha me dizendo que tinha que fazer um stop motion para uma disciplina do curso de Desing, na Feevale. Ele já havia feito alguns, na adolescência, que quando eu vi, achei incríveis.

Porém agora era uma tarefa, não uma simples brincadeira. Ele me contou a ideia e achei que ele não ia conseguir realizar em tão pouco tempo (até porque, ele é “um pouco” perfeccionista).

Mas o resultado ficou ótimo e super divertido! Eu sempre soube que ele era criativo, mas continuo me surpreendendo com as coisas que ele faz. Parabéns amor!

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Finalmente está pronta a edição do Jornal Enfoque Vila Brás. Se tudo der certo, e o tempo colaborar, amanhã entregaremos os exemplares à comunidade da Brás. A novidade ficou por conta do Caderno de Saúde que foi elaborado para complementar o jornal.

Capa do Caderno de Saúde do Enfoque

Capa do Caderno de Saúde do Enfoque

Para quem quiser conferir o jornal, ele já está disponível em pdf. A minha matéria está no Caderno de Saúde, na abertura da pág. 3. E não esqueça de visitar o blog e nos seguir no twitter, é @EnfoqueVilaBras.

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Toy Story 3

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Há algum tempo atrás foi divulgado o teaser do filme Toy Story 3, eu mesma vi ele nos cinemas.

Agora a Disney/Pixar divulgou o trailer oficial do filme. Nele, Andy já está bem grandinho e decide abandonar seus brinquedos. Veja:

Eu tô louca pra ver, pena que o filme só chega nos cinemas em Junho de 2010, ou seja, falta bastante tempo. Enquanto isso, curta os outros cartazes do filme:

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Era um sábado, 29 de agosto, início da tarde. Eu estava deitada na cama, lutando para não dormir, quando meu celular toca. Com um gesto aborrecido, levanto, abro o celular e vejo, surpresa, escrito no visor “Vó Enedier”. Atendo. “Mana, a bisa morreu”, são as palavras que ouço na voz embargada de minha vó.

Eu simplesmente não sabia o que dizer. Porém, a minha cara de espanto traduziu tudo. Meu namorado, que até então estava no computador ao meu lado, olhou pra mim e entendeu na hora o que havia acontecido.

Saio do quarto para contar aos meus pais e para o meu irmão o ocorrido. Meu irmão não fala nada. Minha mãe, discretamente, chora. Meu pai levanta os braços para cima e desabafa: “ainda bem”. Afinal, já havia três anos que minha bisavó estava acamada aos cuidados de minha vó. Ainda assim, parece que nunca estamos realmente preparados.

Algumas horas mais tarde estávamos eu, meu namorado e minha mãe na casa da minha vó, no Matiel, em Harmonia. Ao subirmos a escada nos deparamos com uma senhora de roupas simples, nariz vermelho, e nas mãos, um lenço, ainda tentando conter o choro. Era minha vó.

Depois de muitos abraços e beijos, entramos na casa. Foi aí que senti o cheiro. Um cheiro de flores misturado com aquele cheiro de doença, de velhice, cheiro de morte. Eles estavam arrumando minha bisavó para o velório. Não tive coragem de entrar no quarto. Fomos direto para a capela mortuária, ao lado da igreja. Dirigimos por um trecho de estrada de chão, onde tudo o que víamos era mato, algumas poucas casas e muito pó.

Ao chegar, vi dentro da pequena Capela o caixão. Minha bisavó vestia uma camisa branca, um terninho preto e estava rodeada de flores. Crisântemos. Seu rosto era magro e as mãos estavam cruzadas sobre o corpo, segurando um pequeno cravo. De novo senti o cheiro de flores, agora misturado com velas. Ao lado do caixão, coroas de flores, e, encostada na parede, discretamente, uma pequena cruz de madeira, onde podia se ler: Laura Maria Schröder. Minha bisavó.

Eu nunca tinha ido a um velório de parente. Fiquei sentada naquele banco de madeira, esperando as pessoas virem dar os “pêsames” pelas próximas horas. Descobri que o velório pode ser um local de reencontro dos parentes que moram longe. Assim como de vizinhos e amigos os quais não se via há algum tempo.

Enquanto velávamos o corpo, um chimarrão passava de mão em mão e pequenos grupos de pessoas colocavam a conversa em dia. “Nossa, a Laura tá bem, dá pra reconhecer, o fulano tava irreconhecível no velório”, comparavam algumas senhoras sentadas em um canto. De vez em quando era possível ouvir até alguns risos. Mas logo vinha a tristeza, o silêncio e o choro.

O sol foi baixando e chegou a noite. Muitos já tinham ido embora e outros chegavam com suas flores, suas rezas e seus cumprimentos. Estava na hora de ir. Enquanto isso, os outros seguiriam velando o corpo até o outro dia. O dia em que tudo finalmente acabaria.

**Esse texto foi escrito para a cadeira de Projeto experimental em revista, da Unisinos. Tínhamos que produzir uma narrativa, sobre qualquer assunto. O resultado foi o que vocês acabaram de ler.

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