Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Aula’ Category

Finalmente está pronta a edição do Jornal Enfoque Vila Brás. Se tudo der certo, e o tempo colaborar, amanhã entregaremos os exemplares à comunidade da Brás. A novidade ficou por conta do Caderno de Saúde que foi elaborado para complementar o jornal.

Capa do Caderno de Saúde do Enfoque

Capa do Caderno de Saúde do Enfoque

Para quem quiser conferir o jornal, ele já está disponível em pdf. A minha matéria está no Caderno de Saúde, na abertura da pág. 3. E não esqueça de visitar o blog e nos seguir no twitter, é @EnfoqueVilaBras.

Read Full Post »

Era um sábado, 29 de agosto, início da tarde. Eu estava deitada na cama, lutando para não dormir, quando meu celular toca. Com um gesto aborrecido, levanto, abro o celular e vejo, surpresa, escrito no visor “Vó Enedier”. Atendo. “Mana, a bisa morreu”, são as palavras que ouço na voz embargada de minha vó.

Eu simplesmente não sabia o que dizer. Porém, a minha cara de espanto traduziu tudo. Meu namorado, que até então estava no computador ao meu lado, olhou pra mim e entendeu na hora o que havia acontecido.

Saio do quarto para contar aos meus pais e para o meu irmão o ocorrido. Meu irmão não fala nada. Minha mãe, discretamente, chora. Meu pai levanta os braços para cima e desabafa: “ainda bem”. Afinal, já havia três anos que minha bisavó estava acamada aos cuidados de minha vó. Ainda assim, parece que nunca estamos realmente preparados.

Algumas horas mais tarde estávamos eu, meu namorado e minha mãe na casa da minha vó, no Matiel, em Harmonia. Ao subirmos a escada nos deparamos com uma senhora de roupas simples, nariz vermelho, e nas mãos, um lenço, ainda tentando conter o choro. Era minha vó.

Depois de muitos abraços e beijos, entramos na casa. Foi aí que senti o cheiro. Um cheiro de flores misturado com aquele cheiro de doença, de velhice, cheiro de morte. Eles estavam arrumando minha bisavó para o velório. Não tive coragem de entrar no quarto. Fomos direto para a capela mortuária, ao lado da igreja. Dirigimos por um trecho de estrada de chão, onde tudo o que víamos era mato, algumas poucas casas e muito pó.

Ao chegar, vi dentro da pequena Capela o caixão. Minha bisavó vestia uma camisa branca, um terninho preto e estava rodeada de flores. Crisântemos. Seu rosto era magro e as mãos estavam cruzadas sobre o corpo, segurando um pequeno cravo. De novo senti o cheiro de flores, agora misturado com velas. Ao lado do caixão, coroas de flores, e, encostada na parede, discretamente, uma pequena cruz de madeira, onde podia se ler: Laura Maria Schröder. Minha bisavó.

Eu nunca tinha ido a um velório de parente. Fiquei sentada naquele banco de madeira, esperando as pessoas virem dar os “pêsames” pelas próximas horas. Descobri que o velório pode ser um local de reencontro dos parentes que moram longe. Assim como de vizinhos e amigos os quais não se via há algum tempo.

Enquanto velávamos o corpo, um chimarrão passava de mão em mão e pequenos grupos de pessoas colocavam a conversa em dia. “Nossa, a Laura tá bem, dá pra reconhecer, o fulano tava irreconhecível no velório”, comparavam algumas senhoras sentadas em um canto. De vez em quando era possível ouvir até alguns risos. Mas logo vinha a tristeza, o silêncio e o choro.

O sol foi baixando e chegou a noite. Muitos já tinham ido embora e outros chegavam com suas flores, suas rezas e seus cumprimentos. Estava na hora de ir. Enquanto isso, os outros seguiriam velando o corpo até o outro dia. O dia em que tudo finalmente acabaria.

**Esse texto foi escrito para a cadeira de Projeto experimental em revista, da Unisinos. Tínhamos que produzir uma narrativa, sobre qualquer assunto. O resultado foi o que vocês acabaram de ler.

Read Full Post »

Como já foi dito aqui em outro post, faço a cadeira de Projeto experimental em Jornal, onde colaboro tanto na produção do jornal, quanto do blog. O que não foi dito é que eu e meu colega Pedro Foss, por incentivo do professor Demétrio Soster, resolvemos fazer uma produção audiovisual sobre a Vila Brás.

O vídeo foi postado no blog na seção do “TV Enfoque”, algo como uma teleweb. Confiram aí:

E pra quem tem twitter e quer saber das novidades sobre o material produzido pela turma a respeito da Vila Brás, segue o @EnfoqueVilaBras

Read Full Post »

Ok pessoal, a intenção não é exatamente promover meu nome. Longe disso. Acontece que esse semestre todas as cadeiras que estou realizando na Unisinos, envolvem, de alguma forma, blogs!

001Em projeto experimental em revista, cujo objetivo é produzir a revista Primeira Impressão, temos também o blog Impressões literárias. Onde, por vezes, vocês encontrarão produções textuais da turma. No “quem somos” vocês encontram a apresentação pessoal de cada aluno, e lá você pode conferir uma versão um tanto quanto poética da pessoa que vos fala.

Já na disciplina Estágio Multimeios temos como objetivo criar um blog temático, onde postaremos matérias que contenham texto, foto, áudio e imagens! O blog ainda não existe, mas será sobre qualidade de vida…”Viver Bem”!

E por fim, temos a cadeira de Projeto Experimental em Jornal, ministrada pelos professores Demétrio Soster e Thaís Furtado. Nessa disciplina produziremos 3 edições do Jornal Enfoque Vila Brás. E, claro, também contamos com a ilustre presença do blog Enfoque Vila Brás! Eu já deixei meu recado por lá sobre a nossa primeira saída a campo, mas com certeza, muitos outros posts virão.

3874050461_104917cd02

Turma de Projeto em Jornal na Vila Brás

Você pode acessar os blogs pelo portal3, ou então, direto pelos endereços! Espero dar conta de todos esses blogs, sem contar no resto dos trabalhos que preciso fazer! Ai, acho que até o fim do semestre eu enlouqueço!

Read Full Post »

A Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) recebe estudantes de diversos lugares, muitos destes, de longe. Mas e para aqueles que moram na cidade de São Leopoldo, será que é assim tão fácil chegar até a Universidade? A cidade possui vinte e quatro bairros, e nem todos ficam próximos da Unisinos. Assim, a maioria dos estudantes opta pelo ônibus como meio de transporte.

A estudante de Letras Úrsula Pletsch, 23 anos, mora no Bairro Arroio da Manteiga, e segundo ela não há muitos ônibus que vão direto para a faculdade, portanto, ela precisa pegar um que vá até o trem, e utilizar o circular para chegar à Universidade.

[blip.tv ?posts_id=1550206&dest=38205]

Todo esse percurso, calculando a caminhada até a parada, o tempo dentro do ônibus, a espera pelo circular e o tempo que este demora, Úrsula demora 45 minutos para chegar à Unisinos. O tempo dispensado pela estudante acaba sendo o mesmo de muitas pessoas que vêm de outras cidades, como da Capital.

imagem-004A cobradora de ônibus da empresa Leopoldense, Leci Terezinha Rodrigues dos Santos, disse que o trajeto da Unisinos até a última parada, no Bairro Vista Alegre, demora em média 40 minutos.

Porém há um trajeto mais longo, que vai da Universidade para o Trem, depois Mauá, Bairro Vista Alegre e Jardim Luciana para finalizar, totalizando 50 minutos dentro do ônibus. Ou seja, nem sempre morar na mesma cidade que se estuda é garantia de chegar rápido.

Da mesma forma que Úrsula, a estudante de psicologia que reside no Morro do Espelho, Anna Luíza Trein, 28 anos, demora o tempo total de 40 minutos para chegar até a Unisinos. Pela falta de ônibus que passe perto da sua casa, e por ter poucas opções de horário, Anna caminha até a Estação São Leopoldo, de onde se desloca de trem até a Estação Unisinos, e após utiliza o circular para chegar à Universidade.

Já a estudante de Jornalismo Natacha Nonnenmacher Kötz, 22 anos, mora no Bairro Rio Branco, e utiliza a empresa de ônibus Sete de Setembro para ir até a Unisinos. Para ela o trajeto demora 15 minutos.

Para os estudantes que optam pelo ônibus, seja da empresa Leopoldense, Sinoscap ou Sete de Setembro, o valor gasto na passagem é de 2 reais, mas quem utiliza a passagem escolar, como as estudantes Úrsula e Natacha, obtêm 50% de desconto.

Conforme a cobradora Leci, a maioria dos estudantes utiliza a passagem escolar, e os que não utilizam é porque estão providenciando.

Há quem opte por ir à Unisinos de carro. Esse é o caso da estudante de Nutrição, Débora Finger, 22 anos, que

A estudante Débora Finger e seu carro

A estudante Débora Finger e seu carro

reside no Bairro Scharlau. Segundo ela, o único ônibus que pára perto de sua casa é da Central, e são poucos os horários disponíveis. Já o ônibus da empresa Sinoscap a deixaria muito longe de casa. Estes fatores, somados à demora do ônibus, fizeram Débora escolher ir de carro até a Universidade.

Sem contar que nas terças e quintas ela treina vôlei na Unisinos, o que resulta numa sacola extra, além do material escolar, dificultando ainda mais a locomoção de ônibus. Nestes dias ela vai mais cedo para a Unisinos, e opta ir pela BR, cujo trajeto demora 15 minutos.

Porém conforme Débora, nos dias que ela vai à noite, para as aulas, ela pega o horário de maior movimento, e a sinaleira da BR demora muito, fazendo a estudante optar fazer o percurso pelo Centro, que demora em média 30 minutos.

Apesar de pagar $ 2,80 no estacionamento, além do valor gasto com gasolina, Débora afirma: “Com o carro eu posso ir embora a hora que eu quiser e estar em casa em questão de 10 minutos. Enquanto eu puder pagar a gasolina, eu vou de carro.”

Assim, são muitas as opções dos leopoldenses para irem à Unisinos, mas nem todas são baratas e rápidas.

Acompanhe o mapa e entenda o percurso feito pelos estudantes até a Universidade.

Read Full Post »

Sugestões de pauta

* Atividade da cadeira de Jornalismo Online I

Pauta 1: Transporte para a Universidade.

Foco 1 (Bárbara): Transporte daqueles que moram na cidade (carro / ônibus / passagem escolar (dar informações de como fazer)).

Foco 2 (Tiago): Transporte do interior para a Universidade (verba do município / ônibus / tempo de deslocamento / associações universitárias).

Foco 3 (Fernanda): Tranporte da capital para a Universidade (Trem (história do trem) / ônibus Central).

***

Pauta 2: Rota turística (serra / capital / litoral)

Foco 1 (Bárbara): Onde ir em Gramado, o quê fazer, culinária… (mostrar que os moradores da cidade nem sempre visitam os pontos turísticos X visão do turista).

Foco 2 (Tiago): Rota turística de Santo Antônio da Patrulha (culinária, paisagens, cachaça, sonho e rapadura / turismo religioso) – (cultura turística da cidade / população).

Foco 3 (Fernanda): Passeio de ônibus turístico (morador da capital que nunca fez o passeio X visão do turista), rota dos bares e restaurantes (fazer link com rota nova do ônibus), circuito cultural (CCMQ , Gasômetro, MARGS, etc.).

Read Full Post »

Uma idéia que deu certo

Em agosto de 2003, Luciano Gasparini Morais e Mara Antonia da Silva estavam casados havia três anos, com um filho de um ano e três meses, chamado Gian Luca. O casal tinha interesse em realizar um trabalho voluntário, e foi ao ver uma propaganda na TV que decidiram se inscrever no Programa de Apadrinhamento Afetivo.

Após várias etapas como entrevista, oficinas e palestras, Luciano e Mara participaram de um encontro entre os candidatos a padrinho e os candidatos a afilhados. O encontro aconteceu em um final de semana onde foram desenvolvidas diversas atividades lúdicas em grupo, com o intuito de todos se conhecerem.

Mara (E) com Cristian no colo, Luis Edimilson, Cida (mãe), Dadá (irmã) e Luciano

Mara (E) com Cristian no colo, Luís Edimilson, Cida (mãe), Dadá (irmã) e Luciano

A idéia inicial do casal era apadrinhar uma criança de até quatro anos, porém ao final do encontro a afinidade surgiu por outra criança, um menino de 13 anos, Luís Edimilson dos Santos Domercke. O histórico familiar de Luís, que perdera o pai com um ano, e vivia em condições de miserabilidade com sua mãe, Maria Aparecida Lopes dos Santos, e mais 5 irmãos, fez Mara e Luciano optarem por colocar o nome do garoto na ficha cadastral.

Afinal, ser padrinho afetivo era um desafio, uma responsabilidade, e dias depois quando foram chamados para confirmarem o apadrinhamento, disseram sim ao projeto. A partir de então, Luciano e Mara tornaram-se padrinhos de Luis Edimilson.

Os outros familiares demoraram a aceitar a idéia. Conforme Elisandra Farias da Silva, cunhada de Mara, no início ela teve receio de Luciano e Mara apadrinharem uma criança desconhecida, porque eles tinham um bebê pequeno. Mas hoje ela diz que o Luís faz parte da família, e a mãe de Luciano, Iara Maria Gasparini, concorda: “O Luís é um adolescente muito querido, muito amoroso, amigo, carinhoso, e faz parte da família, quero o bem dele, e espero que ele tenha um futuro muito bom.”

Em 2004, Luciano e Mara tiveram mais um menino, Cristian, que hoje tem quatro anos e aceita muito bem a presença de Didi, apelido dado ao Luís pelos meninos. E conforme Mara, o Luís sempre foi muito cuidadoso com os guris, tanto que estes sentem falta quando ele não os visita. No início eram somente visitas dominicais ao abrigo, hoje, com 17 anos, Luís passa finais de semana inteiros com os padrinhos.

Gian Luca e Luis Edimilson

Gian Luca e Luís Edimilson

Conforme a psicóloga Carmem Missiaggia o apadrinhamento ajudou Luís Edimilson a ter uma imagem da família, com a presença de um pai inserido nesse contexto. Ele sempre gostou muito de animais, desde

Jéferson, irmão de Luis (E), com Cristian no colo, Gian Luca e Luis Edimilson.

Jéferson, irmão de Luís (E), com Cristian no colo, Gian Luca e Luís Edimilson

cachorros, galinhas, até o seu coelho, Flocos, mas conforme a psicóloga, ao conviver mais com as pessoas, no caso, seus padrinhos, Luís deixou de se dedicar exclusivamente aos animais. “Ele passou a olhar um pouco mais para si e, consequentemente, passou a olhar mais para os outros”, conforme Carmem.

Após 5 anos de apadrinhamento, o padrinho Luciano diz que Luís é como um filho para ele, e gostaria que as pessoas pensassem no apadrinhamento afetivo como uma forma de ajudar o próximo. “Eu sei que as vezes a gente tem um mundo atribulado de compromissos, mas se a gente dedicar um pouquinho pra ajudar, a gente consegue fazer.”


[blip.tv ?posts_id=1465003&dest=38205]

Read Full Post »

Older Posts »