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Archive for the ‘Crônicas’ Category

Jão são 8 anos que estudo na Unisinos e uma coisa é certa: não aguento mais. Porém, até esse semestre, nunca tinha tido a experiência de ser monitora de nenhuma disciplina. Ano passado fiz a cadeira de Redação Experimental em revista, onde produzimos a Primeira Impressão, e, por convite da professora, aceitei a monitoria. Afinal, um descontinho sempre vem bem né?

Meu “trabalho” consiste basicamente em auxiliar os professores, principalmente no que se refere à revista. Portanto, baixo os textos do alunos, imprimo, depois da correção dos professores, corrijo, posto no blog, mando e-mail para a turma, esclareço dúvidas, passo as notas, organizo, organizo e organizo… Achou fácil? Mas não é.

Os professores são super queridos e não me pedem nada que eu não possa fazer. Afinal, sou monitora e estou ali pra isso mesmo, mas o problema são os alunos. Não quero generalizar, mas muito deles complicaram minha vida. É tão difícil assim enviar os trabalhos na data certa? E custa mandar em documento de word? Sim, porque alguns simplesmente jogam o texto no corpo do e-mail e eu que formate. Formatação? Muitos desconhecem parágrafos, espaçamento 1,5, ou vai ver acham bonito um bloco de texto “tijolão”.

Não me entendam mal, não sou uma pessoa reclamona, mas é nessas horas que percebo que fiz bem em não querer ser professora. Não tenho paciência. Eu seria odiada pelos alunos. Eu não daria prazos a mais, eu não aceitaria trabalhos não formatados, eu simplesmente não facilitaria. Monitoria, pra mim, foi um exercício de paciência, de compreensão e, claro, de muito aprendizado.

Se eu toparia a experiência de novo? Com certeza! Mas, de momento, agradeço pelo semestre estar acabando. E resolvi compartilhar isso com vocês, porque hoje, enquanto corrigia os textos, essa questão ficou passando pela minha cabeça…e já deixo a dica, se vocês querem fazer um monitor feliz, colaborem.

Esse texto, originalmente, foi publicado no blog If you could read my mind, criado para a disciplina de Cristividade Estratégica.

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Oral Test

Dizer que aprender uma segunda língua é importante para o futuro profissional ou para futuras viagens ao exterior é chover no molhado. Acontece que estou estudando Inglês no Unílinguas, da Unisinos.

Já são quase 2 anos aprendendo a língua do Tio Sam, mas ainda me sinto como uma criança de 1ª série aprendendo a escrever emendado. É frustrante. Não que eu não vá bem, muito pelo contrário. Aprendi e evoluí muito, mas na hora do speaking, ainda bate o pavor. Por que a mente se esvazia e tudo que vemos é um branco amedrontador? Por que as palavras somem? Por que aquela pronúncia perfeita que nós temos ao nos imaginar lendo, não se concretiza quando as palavras saem da nossa boca?

É o medo de falhar, de faltar palavras, de falar errado, de ser motivo de piada, de se sentir inferior, menos inteligente, menos apta. Afinal, quem gosta de se sentir assim? E é pra evitar maiores constrangimentos que, muitas vezes, optamos pelo silêncio.

Pelo que vejo esse é um mal que acomete 10 entre 10 alunos que estudam inglês, ou qualquer outra língua. O que me conforma e conforta, um pouco. Mas hoje, no oral test, as borboletas no estômago, o suor nas mãos e o riso de nervoso marcaram presença. Minutos mais tarde, porém, eu estava livre do fardo e com a esperança de um 10, mas isso eu só vou saber na semana que vem.

Clichê ou não, concluo que é preciso tentar, arriscar, só vai acertar quem o fizer não é mesmo? Tente você também and good luck!

Esse texto, originalmente, foi publicado no blog If you could read my mind, criado para a disciplina de Cristividade Estratégica.


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Há quem queira virar hippie. Já eu não nasci pra ser andarilha e viver da venda de brincos, pulseiras, colares ou tornozeleiras. Afinal, se meus planos não derem certo, prefiro algo mais rentável. Hoje, no trajeto de casa para o trabalho, tive uma daquelas epifanias e descobri algo que dá dinheiro: motel.

O motel propicia momentos de intimidade e prazer para homens e mulheres, não importa a idade, raça, sexo, opção sexual ou religião. Motel vende sexo. Ou, pelo menos, é um local favorável para que o mesmo aconteça. Ainda não vi ninguém ir ao motel pra ver TV ou aproveitar o ar-condicionado.

Sexo vende e rende. Ou alguém já viu motel fechar as portas por falta de “movimento”? No caminho que faço para o trabalho passo por alguns destes estabelecimentos, e me impressiono com a entrada e saída de veículos. Carro, moto, bicicleta ou a pé. Nessa hora vale tudo.

Às 07h30min., quando a maioria de nós está no trabalho ou indo até ele, há quem resolva dar uma passadinha no motel. E a tão esperada hora do almoço, que serve, geralmente, pra almoçar, pode render uma visitinha ao motel para alguns também. Sexo não tem hora. Eu ainda acho que não há cama redonda, banheira ou objetos estranhos cujo uso da maioria desconheço, que substituam o sexo no conforto de casa. Com a vantagem de ser de graça.

Até entendo a ida ao motel quando há empecilhos para o sexo, como filhos, pais e irmãos em casa ou a falta de uma casa, além de comemorações, traições, etc, etc, etc

Mas o que vejo ao redor parece provar que nem todos pensam como eu. Faça chuva ou faça sol, as pessoas continuarão a freqüentar o motel. E enquanto isso acontecer, vou manter meus planos: se nada der certo, viro dona de motel.

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Infelizmente, pela falta de tempo, não estou conseguindo escrever aqui no blog. Mas pra mostrar que ainda estou na ativa, deixo pra vocês uma crônica que escrevi no ano passado, na cadeira de Redação III. Assim como outra crônica já publicada nesse blog.

Lembro, vagamente, que a ideia a ser seguida era crianças e publicações científicas. E quando eu achava que não era possível escrever nada sobre o assunto, saiu isso:

Informação e entretenimento a um clique

As crianças de hoje não são mais as mesmas. Isso é fato. “Na minha época”; (sim, depois dos 20 a gente se refere à infância como algo longínquo) não era assim. Aprendíamos em sala de aula com a professora e o quadro negro, ou então, por meio da sabedoria, até então inquestionável, dos pais. Para os pequenos do século XXI isso não é suficiente.

crianc3a7aecomputadorVocê tem dificuldade para ligar o computador, apertar as teclas ou acessar a internet? Chame a criança mais próxima e ela lhe mostrará o quanto você está ultrapassado. Tamanha facilidade com as tecnologias traz benefícios para o aprendizado do público infantil. Será?

Enquanto muitos acessam a internet na busca de jogos educativos e complementação para os estudos, outros preferem estar na moda e aderir ao Orkut. Garanto que você também já teve convite de alguma criança para ser seu amigo, não? São os novos tempos. Acostumem-se.

Pois digo aos mais céticos que ainda há esperança. Os meios que corrompem também educam. Com crianças tão ávidas por conhecimento, por que não incentivá-las por meio das mídias? Essas cabeças pensantes operam mp3, celulares e qualquer parafernália do mesmo modo que tiram doce dos velhos. Até os ditados mudaram.

E pra ilustrar o que eu falo:

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Para que o ato de comprar não se torne algo apavorante ou constrangedor, os vendedores deveriam seguir uma cartilha com regras básicas. Uma delas deveria ser: Assim que o cliente entrar na loja, receba-o de forma simpática e acolhedora.

Alguns, porém, levam a regra ao pé da letra e assim que você adentra a loja saltam em sua direção, como se você fosse uma presa pronta para o abate, e com aquele sorriso amarelo questionam:

– Boa tarde, em que posso te ajudar?

Ficando longe de mim. Seria um bom começo. Mas desista. Você vai sentir a respiração da vendedora no seu cangote enquanto tenta, desesperadamente, olhar as roupas. Algumas ainda não entenderam que ser prestativa é diferente de ser intrometida.

Em contrapartida outros te recebem com uma cara de desânimo, por terem seu momento de descanso interrompido. É de doer. Vai ver eles simplesmente não precisem do seu dinheiro, ou do emprego.

Outra situação embaraçosa é quando somos avaliados dos pés à cabeça pelo vendedor com ar de “você não tem condições de comprar na nossa loja”. E isso acontece o tempo todo. E nos sentimos um lixo. Tudo bem que às vezes até sabemos que aquela loja não é pro nosso bico, mas estamos procurando e pesquisando, certo?

Outra regra que deveria ser respeitada pelos vendedores é: Se o cliente procura algo, não ofereça o que ele não pediu. É uma regra questionável, eu sei. Mas quem nunca ficou incomodado de pedir uma blusa determinada e o vendedor oferecer outra completamente diferente? Ou pior.

– Eu queria dar uma olhada em vestido longo.

– Nós não temos. Mas tem essas blusas lindas que chegaram essa semana.

Blusas? Eu queria vestido. Qual parte a vendedora não entendeu? Outras vezes adquirimos uma peça, e logo nos questionam:

– Não quer dar uma olhada em brincos?

-Não.

– Chaveiros…carteira…?

-Não.

– Que tal…

– Não, obrigada.

Será que eles simplesmente não entendem que eu não vou gastar mais dinheiro? Estou satisfeita, fiz a compra, obrigada. Por que eles não se dão por satisfeitos? Vendedores conseguem ser insaciáveis e inconvenientes.

Mas do outro lado, os clientes, também têm sua parcela de culpa. Nessa história há uma linha tênue entre quem assume o papel de moçinho e vilão.

Continua…

(Acompanhe os próximos capítulos…)

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comprasFim de ano. Época de muitas festas, e, por que não dizer, de muitas compras a serem feitas. Para a maioria das pessoas, principalmente das mulheres, isso pode ser bem estressante e desgastante. Mas não importa a ocasião, nem a pessoa em questão, para fazer compras algumas regras deveriam ser estabelecidas, e respeitadas.

Hoje fui na Gang para efetuar uma troca. Fui atendida por uma simpática atendente com um linguajar jovem cheio de gírias, que a muitos incomodariam, mas a mim é indiferente. Se eles querem que a gente se sinta jovem, ok, vamos entrar no clima, o que importa é atender bem. Pois a “garota” de hoje foi reprovada no teste. Não sei se pelo simples motivo de ser uma troca, e isso não lhes trazer lucro algum. O fato é que a moça parecia estar bem mais ocupada atendendo outras pessoas (que provavelmente gastariam mais do que eu), ou colocando novas roupas nas araras.

Fiz a troca por um produto de menor valor, decidi adquirir então outra peça.

– Moça, consegue essas duas bermudas no tamanho X ou Y? (vocês não precisam saber dos detalhes sórdidos).

Enquanto isso, experimento outros modelos, e nada da vendedora com as bermudas. Escolhi uma. Saí do provador, perguntei pelas bermudas.

– Me matei procurando, mas não tem nenhuma das duas.

Tudo bem. Estou prestes a finalizar a compra, quando vejo em cima do balcão a bermuda que eu tinha pedido e no tamanho que eu queria. Se uma criatura como eu, sem capacidade alguma para vendedora, consegui localizar uma bermuda, como ela não conseguiu? Ela não se matou o suficiente. Mas um pouco de boa vontade teria sido o bastante. Para sorte delas, e azar o meu, acabei levando a primeira bermuda mesmo.

No fim das contas deixei 25,90 de lucro para a loja, não merecidos. Sorte deles que eu gosto de loja, caso contrário, estaria na minha lista de “não entrar mais”. Motivo: Atendimento ruim. Portanto, regra nº 1: atender sempre bem o cliente, porque ele pode nunca mais voltar. Continua…

(aguarde os próximos capítulos)

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