Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Pessoal’ Category

Blog parado…

Sei que são poucos os que passam por aqui, mas a esses devo uma explicação. Sim, este blog está parado há mais tempo que eu gostaria, e não tenho uma justificativa, pelo menos nenhuma aceitável. O que acontece é o de sempre: falta de tempo ou, pior, tempo mal administrado.

Ano passado era o TCC, depois os preparativos para a formatura, as merecidas férias, planos pós-férias e nesse meio tempo não me animei a escrever por aqui e nisso passaram-se meses. No meio disso tudo começei a escrever para o Blog Geração Y, junto com alguns colegas que se formaram comigo. Lá falo basicamente de um assunto que eu amo: seriados. Muita coisa que pensei em escrever aqui, foi parar lá.

Mas ainda assim, queria escrever muito mais, sobre tanta coisa. Mas daí acabo assistindo seriados, filmes, TV, é twitter, facebook e quando percebo já é hora de dormir e no outro dia tudo segue da mesma forma e o blog permanece esquecido. Queria poder dizer que de agora em diante escreverei sempre, mas prefiro não prometer.

Pra quem quiser saber de seriados, passa lá no Geração Y, e se quiser, passa por aqui de vez em quando, quem sabe eu volte. Ou não. Quem sabe eu crie um blog novo. Ou não. Tudo são planos, mas manterei vocês informados. 😉

Read Full Post »

Antes de mais nada, o dia 5 de maio é o dia do meu aniversário!

Mas o dia 5 de maio também é muito importante por outros motivos:

Dia Nacional do Agito (agitar é comigo mesmo)

– Foi nesse mesmo dia que nasceu a personagem Rachel do seriado Friends.

Dia nacional das Comunicações (dizia minha professora na 3ª série que era por isso que eu falava demais)

Dia Mundial da Higienização das mãos (fica a dica)

Dia das crianças no Japão

Dia Mundial da Asma (hummm, esse eu passo)

Dia da Beth Carvalho e Chris Brow (Uouuuuu!)

Pra finalizar, coloco a imagem enviada por uma amiga, em razão de muitos me chamarem, carinhosamente, de Barbie!

Que mais de importante tem no dia 5 de Maio? Me ajudem a tornar esse dia ainda mais fantástico..haha!

Read Full Post »

Estou de férias!

Pois é pessoal, amanhã vou pra praia curtir 1 mês de férias! Eu adoro escrever aqui no blog, mas nessas férias pretendo descansar e vou tirar férias do blog também!

A não ser que o tempo esteja muito ruim que me obrigue a ir num lan house dos subúrbios de Pinheira (SC), o blog ficará um tempo sem atualizações. Assim espero! Mas quem sabe na praia apareçam histórias bacanas e interessantes, daí depois eu conto no blog pra vocês!

Mas por enquanto: PRAIA, aí vou eu!

Quem for também, boas férias! E para quem fica na labuta, boa sorte!

Read Full Post »

Era um sábado, 29 de agosto, início da tarde. Eu estava deitada na cama, lutando para não dormir, quando meu celular toca. Com um gesto aborrecido, levanto, abro o celular e vejo, surpresa, escrito no visor “Vó Enedier”. Atendo. “Mana, a bisa morreu”, são as palavras que ouço na voz embargada de minha vó.

Eu simplesmente não sabia o que dizer. Porém, a minha cara de espanto traduziu tudo. Meu namorado, que até então estava no computador ao meu lado, olhou pra mim e entendeu na hora o que havia acontecido.

Saio do quarto para contar aos meus pais e para o meu irmão o ocorrido. Meu irmão não fala nada. Minha mãe, discretamente, chora. Meu pai levanta os braços para cima e desabafa: “ainda bem”. Afinal, já havia três anos que minha bisavó estava acamada aos cuidados de minha vó. Ainda assim, parece que nunca estamos realmente preparados.

Algumas horas mais tarde estávamos eu, meu namorado e minha mãe na casa da minha vó, no Matiel, em Harmonia. Ao subirmos a escada nos deparamos com uma senhora de roupas simples, nariz vermelho, e nas mãos, um lenço, ainda tentando conter o choro. Era minha vó.

Depois de muitos abraços e beijos, entramos na casa. Foi aí que senti o cheiro. Um cheiro de flores misturado com aquele cheiro de doença, de velhice, cheiro de morte. Eles estavam arrumando minha bisavó para o velório. Não tive coragem de entrar no quarto. Fomos direto para a capela mortuária, ao lado da igreja. Dirigimos por um trecho de estrada de chão, onde tudo o que víamos era mato, algumas poucas casas e muito pó.

Ao chegar, vi dentro da pequena Capela o caixão. Minha bisavó vestia uma camisa branca, um terninho preto e estava rodeada de flores. Crisântemos. Seu rosto era magro e as mãos estavam cruzadas sobre o corpo, segurando um pequeno cravo. De novo senti o cheiro de flores, agora misturado com velas. Ao lado do caixão, coroas de flores, e, encostada na parede, discretamente, uma pequena cruz de madeira, onde podia se ler: Laura Maria Schröder. Minha bisavó.

Eu nunca tinha ido a um velório de parente. Fiquei sentada naquele banco de madeira, esperando as pessoas virem dar os “pêsames” pelas próximas horas. Descobri que o velório pode ser um local de reencontro dos parentes que moram longe. Assim como de vizinhos e amigos os quais não se via há algum tempo.

Enquanto velávamos o corpo, um chimarrão passava de mão em mão e pequenos grupos de pessoas colocavam a conversa em dia. “Nossa, a Laura tá bem, dá pra reconhecer, o fulano tava irreconhecível no velório”, comparavam algumas senhoras sentadas em um canto. De vez em quando era possível ouvir até alguns risos. Mas logo vinha a tristeza, o silêncio e o choro.

O sol foi baixando e chegou a noite. Muitos já tinham ido embora e outros chegavam com suas flores, suas rezas e seus cumprimentos. Estava na hora de ir. Enquanto isso, os outros seguiriam velando o corpo até o outro dia. O dia em que tudo finalmente acabaria.

**Esse texto foi escrito para a cadeira de Projeto experimental em revista, da Unisinos. Tínhamos que produzir uma narrativa, sobre qualquer assunto. O resultado foi o que vocês acabaram de ler.

Read Full Post »

Decidi dedicar alguns posts para alguns textos que escrevo. Sejam eles poemas, poesias, crônicas, pensamentos vagos

Não esperem muita coisa. Até porque não escrevo para os outros gostarem, e sim para satisfazer meu ego, meus anseios, o desejo de despejar no papel ou na tela alguns pensamentos sombrios que perpassam minha cabeça, vez ou outra. Seria muito egoísmo dizer que só escrevo para mim, tudo bem. Mas ao mesmo tempo, seria muita perda de tempo escrever apenas buscando a aprovação e os elogios alheios. Alguns dizem que sou muito macabra e dramática no que escrevo, outros gostam…sintam-se a vontade para acharem o que quiserem.

Abaixo, um poema que escrevi em 2005.

Tricôt

Que poderia eu dar-te senão o amor que me consome

como o fogo queimando na lareira.

Cujas cinzas voam com o ar gélido e cortante que entra pela janela agora escancarada.

E logo o carpete vai se pintando de cinza

misturando-se com o teu corpo nu manchado de sangue.

E nas minhas mãos, a morte, que agora tricotam a manta que envolveria teu pescoço…

E a lã vai se acabando como o pouco de sanidade que ainda resta em mim.

E as manchas derramadas das taças estendidas agora no chão,

confundem-se com o vermelho vivo que brota do teu pescoço.

Como a flor que brota no jardim lá fora, agora castigada pelo inverno.

E nosso amor também foi castigado.

Tuas mãos nervosas e audaciosas tocaram outros corpos.

E teus olhos, antes vivos e brilhantes, como o céu claro de um dia de sol,

admiraram outras, que não eu.

E teus lábios recostaram-se em outros lábios,

e tudo isso enquanto eu tricotava a manta que envolveria teu pescoço.

Porém agora tu jazes estendido, imóvel, no tapete tingido de vermelho da sala,

que antes fora palco do nosso amor selvagem

acalentando nossos corpos quentes e inquietos.

E tua boca doce e úmida beijara-me,

e tuas mãos ternas e intensas percorreram o desconhecido do meu corpo.

E nossas mãos espalmadas uniram-se em êxtase

e no teu olhar….luz.

Mas as agulhas do tricôt espetadas no novelo de lã,

agora se encontram depositadas ferozmente em teu pescoço.

E o teu corpo repousa pálido e sem vida.

E as tuas pupilas opacas, perdidas em escuridão como a noite negra que se anuncia,

denunciam teu fim.

E ao beijar-te, sinto apenas a frieza dos teus lábios,

sinto um beijo com gosto de morte.

E aqui permaneço, com tua ausência a perseguir-me.

E o ar fétido que me fere.

E a manta, que envolveria teu pescoço,

inacabada!

Read Full Post »