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Archive for the ‘Textos’ Category

Difícil escolha

 

 Há momentos da vida em que nos deparamos com situações difíceis, que exigem uma escolha. Entretanto, escolher também significa perder. Não podemos ter tudo. E nem sempre estamos preparados pra abrir mão de algo.

As escolhas podem ser desde as mais fúteis: – Essa bermuda florida ou aquela jeans? Esmalte azul ou verde? Carnaval na praia ou na serra? Até as mais impactantes: – Jornalismo ou medicina? Será que devo viajar pro exterior? Comprar aquela casa? Mudar de cidade? De emprego? Namorado?

Não é fácil. Alguns abençoados (acho eu) não hesitam, aceitam a mudança como algo positivo e simplesmente arriscam.  Se jogam.  Muito prazer, eu não sou uma delas. A taurina aqui tem dificuldades de aceitar novas oportunidades. É tão mais fácil se acomodar. Não é? Hummm, não.

Se você for exercitando a arte do desapego desde o início, fica mais fácil tomar uma decisão quando chegar a hora. Eu que o diga. Namoro há (quase) seis anos e decidimos morar juntos. Até aí tudo bem, não fosse o fato de que eu moro em São Leopoldo e ele em Gramado e ambos trabalhamos em nossas cidades. Eu sou jornalista e ele designer. E agora? Onde vamos morar?

Conversamos, colocamos os prós e contras, levamos em consideração o fato de que não temos condições de comprar um apartamento (sem nos endividarmos com um financiamento) e decidimos.  Com a ajuda dos meus sogros, que nos emprestarão um apê, vamos morar em GRAMADO.

Já ouvi muitos conselhos pra não irmos, que iremos nos arrepender e que o mercado de trabalho pra nós dois é na região metropolitana. Agradeço a todos, mas nós vamos arriscar. As vezes é preciso colocar outras coisas antes da carreira. Só vamos saber se tentarmos. Se não der certo, somos adultos o suficiente pra admitirmos e mudarmos: de emprego, de cidade… só espero que não de namorado!

Até lá, vou trabalhando a idéia de mudar de cidade, conseguir um novo emprego, ficar longe dos meus amigos, da minha família, do shopping, cinema…ahhhh. Por que não podemos ter tudo?

Ps: Mas se alguém tiver alguma oferta tentadora ($$) para uma jornalista recém formada e sem experiência, mas com muita vontade, favor entrar em contato 😉

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Feliz 2011!

Último post deste ano para o blog. Pra encerrar bem resolvi desejar um feliz 2011 pra vocês, mas não antes de lhes contar uma história.

Se eu fosse dar uma dica para esse momento da virada seria a seguinte: não crie expectativas. Afinal de contas, é só mais um dia, assim como todos os outros, com sorte, a maioria de nós não vai precisar trabalhar e quando chegar a meia-noite vamos vibrar, gritar, brindar, abraçar quem estiver ao nosso lado, será declarado o fim de 2010 e o início de 2011. E daí? Daí que vamos ter que nos lembrar de trocar o 10 por 11 sempre que formos escrever a data, de resto, tudo igual. Não, não sou uma pessoa rabugenta e de mal com a vida, mas digamos que tive algumas experiências ruins no que se refere ao ano novo.

2005-2006 – Era a 1ª vez que eu passava o ano novo com meu namorado na casa dele, em Gramado. Além dele, claro, tinha a parentada toda. Tava tudo muito bem até eu passar mal. Digamos que a mistura de fritura da janta + champagne depois não caiu muito bem.

2006-2007 – Casa do namorado e parentada: round 2. Eis que acordo no dia 31 com o meu pé inchado. MUITO inchado. ABSURDAMENTE inchado. Doía pra andar, pra subir escada, descer escada, doía pra tudo. Até hoje não sabemos ao certo, mas todo mundo acredita que fui premiada com uma mordida (picada?) de aranha, que habitam aos montes a casa do Lucas, embora só na minha presença elas resolvam se mostrar. Perseguição! Passei a virada com dor, sentada e com o pé pra cima. Maravilha! #NOT

2007-2008 – A culpa de tanto azar só podia ser do meu namorado, portanto resolvi mudar e passar o ano novo com a minha família, na praia, em Capão da Canoa. Eles tanto falavam dos fogos, que era lindo e blá blá blá, e lá fomos nós assistir. Adivinhem? As malditas corujas resolveram se instalar perto do local onde seriam disparados os fogos de artifício, assim, minutos antes do disparo, vieram em socorro das corujas e proibíram os fogos. Frustração foi pouco.

Ok, ok. Depois de 3 viradas não tão boas, resolvi seguir a dica do meu namorado: não criar expectativas. Dessa forma, passei os 2 últimos anos na casa do namorado, com a família, comemos, bebemos, brindamos, rimos, dançamos e foi muito bom! Esse ano vamos levar a parentada dele toda para a praia. Vamos mudar o local, mas o clima deve ser o mesmo. Festa em família!

E a dica vale também para todos os planos que decidimos fazer no final de cada ano, como se pudéssemos em um instante planejar tudo. É sempre bom ter planos: querer mais dinheiro, mudar de emprego, arrumar namorado, se livrar do namorado, mudar de casa, comprar uma casa, um carro, um sapato novo, ter um filho, se formar, fazer inglês, viajar… Mas não dá pra querer tudo sempre pro ano seguinte, e depois se frustrar por não ter conseguido algumas coisas. Minha mãe fazia listinha de tudo que ela planejava pro ano, no final ela não tinha coragem de abrir e ver porque sabia que ia se decepcionar.

Temos que ficar alegre por todos os bons momentos, por todas as conquistas, e o que não deu tempo, fica pro outro ano. Ou não. Mas a gente vai tentanto, sem criar expectativas, um dia de cada vez, uma hora as coisas começam a dar certo, e assim espero que todos vocês tenham um 2011 maravilhoso e uma ótima virada: fiquem longe das frituras, das aranhas, não bebam muito e aproveitem!

E até o ano que vem 😉

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Primeiramente quero esclarecer que sou moradora de São Leopoldo e freqüentadora assídua do cinema e, como tal, me sinto no direito de reclamar quando o serviço prestado não é o adequado. Quando vamos ao cinema pagamos por um serviço e, convenhamos, pagamos caro. O mínimo que se espera é que possamos assistir a um filme com qualidade. E não me refiro à qualidade do filme propriamente dito e sim do atendimento prestado. Estou certa?

Acontece que, infelizmente, tive diversos problemas com o Cinesystem de São Leopoldo nos últimos meses, e decidi divulgá-los na esperança de que o cinema perceba seus erros e busque melhorar seus serviços. Vamos aos fatos:

1. Problemas com o som no filme Tropa de Elite 2

Eu, meu namorado e um grupo de amigos combinamos de assistir ao tão esperado filme na última sessão de um Sábado no mês de Outubro. Já nos trailers percebemos que o som estava praticamente inaudível, mas achamos que no filme isso melhoraria. Estávamos enganados. Imaginem a cena: filme DUBLADO e o som horrível. Resultado? Não entendemos mais da metade das falas do filme.

O som das caixas estava “estourado”, ouviam-se apenas os ruídos, a trilha, os gritos, mas nas falas, era preciso quase fazer leitura labial. Em um filme nacional o mínimo que se espera é a qualidade do som. Ao final da sessão procuramos a gerência, um funcionário nos atendeu, ouviu nossa reclamação e, prontamente, nos entregou cortesias. O que, ainda sim, não mudaria o fato de que perdemos aquele tempo e não assistimos ao filme como gostaríamos. Frustrados, fomos embora.

2. Sessão cancelada

Dias depois, munidos das cortesias, eu e meu namorado decidimos assistir Atividade Paranormal 2. Pegamos o carro e fomos exclusivamente pra isso ao shopping, chegando lá, o que acontece? A sessão havia sido cancelada por “problemas técnicos”, segundo nos contaram, o projetor estaria com problemas. Assim, perdemos a viagem e não assistimos ao filme.

Ok, problemas acontecem, mas eis que chego em casa e resolvo “xingar muito no twitter”, o @Cinesystem decide então me mandar uma DM (direct message) perguntando o quê havia acontecido e solicitando que eu enviasse um e-mail para eles.

Faço isso e, quase 1 mês depois, ainda não obtive retorno. Agora me expliquem, por qual motivo o Cinesystem me pergunta sobre o problema se não está interessado em saber ou me responder? Fiquei no vácuo.

3. Harry Potter: a saga sem fim

Sou fã de Harry Potter, li todos os livros e assisti a todos os filmes. Assim, pretendia ver o filme no final de semana da estréia, junto de alguns amigos, porém, para não correr riscos, fui comprar os ingressos para a sessão de Sábado na sexta à noite. Ao chegar à bilheteria me deparo com um bilhete: “Harry Potter, sessões cancelas na sala 5. Motivo: Projetor estragado”. A frase não era exatamente esta, mas isso não vem ao caso.

Queríamos justamente comprar ingresso para um horário da sala 5, que é a maior e melhor sala, e por ser cópia legendada. Tivemos de nos contentar e comprar para outra sessão, da sala 1, pois a atendente nos disse que a sala 5 não funcionaria no Sábado. No outro dia, já final da tarde, um dos amigos que também iria assistir ao filme me liga e diz que a sala 5 estava funcionando normalmente (???), e sugere trocarmos nossos ingressos pra sessão mais cedo, que tinha sido a programada desde o início.

Indignada, lá fui eu trocar os ingressos com meu namorado. Conseguimos! Compramos pipoca, refri, entramos na sala, escolhemos um lugar perfeito, tudo certo. Certo? Não! O filme inicia e já na primeira cena, um problema: cadê a legenda?? Tudo bem que eu to estudando inglês, mas eu paguei pra não precisar pensar. Todos na sala começam a gritar, mas o filme segue, meu namorado teve que sair da sala, avisar alguém, até que, alguns minutos depois, eles desligaram o filme para corrigir o problema. Reinicia o filme e adivinha? Sem legenda, ainda. Toda a história, de novo. Eles tentam mais uma vez e…..nadica de nada de legenda. Finalmente adentra na sala um funcionário pedindo desculpas e explica:

– Acabamos de descobrir que recebemos uma cópia sem legenda. Vocês podem pegar seu dinheiro de volta ou podem ficar aqui que vamos passar uma cópia dublada. Ou então, podem ir à outra sala que está passando legendado.

– Mas o filme já começou lá?

– Hummm, sim, faz algum tempo. (Descobrimos depois que o filme na outra sala já estava rodando há 1 hora e meia).

Portanto, me explica, que opções são essas??? Eu só queria sentar e assistir ao filme! Eles devolvem o dinheiro do ingresso, mas e o tempo perdido? E a pipoca e o refri que já compramos com um único objetivo: comer e beber enquanto assistíamos um filme? E, o pior de tudo, quem passa um filme sem ao menos tê-lo testado uma única vez antes?? Pra mim, isso é muita incompetência.

4. Salas sujas / Ar-condicionado

Não é de hoje que percebo que as salas estão sempre sujas e mal cheirosas. O chão está sempre grudando, chego a desconfiar se as salas são realmente limpas entre uma sessão e outra. E limpeza é básico, não?

Outro problema é o ar-condicionado. Se você for ao cinema de São Leopoldo, leve sempre um casaco. Sempre! Não importa se a sala estiver cheia ou com apenas 10 pessoas, eles vão ligar no máximo e você quase morre congelado. É tão difícil regular isso?

***

Fico chateada de não poder contar com o cinema de São Leopoldo, até porque faço parte do clube da pipoca, e estava ansiosa pra conseguir o máximo de pontos. Além disso, é de fácil acessibilidade pra mim, que moro na cidade. Pensei que com a inauguração do cinema de Novo Hamburgo, a concorrência fosse incentivar o Cinesystem a buscar melhorias nos serviços, mas não é o que eu e meus amigos temos observado. A qualidade decaiu e muito.

No final das contas, somos clientes, e se aquilo que compramos não nos é ofertado, ou pelo menos não com a qualidade que esperávamos, temos todo o direito de reclamar. E esse post tem justamente esse objetivo. Se vai servir de algo, eu não sei, mas para mim serviu como um desabafo. E digo mais, enquanto as coisas não mudarem, farei o possível para ir a Novo Hamburgo e Canoas, que são os cinemas mais próximos da cidade.

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Tá quase…

Pessoal, o prazo para a entrega do TCC foi adiado para o dia 16 de novembro, mas como eu já não aguento mais, pretendo entregar nessa 6ª, dia 12. Ou seja, é essa semana que eu fico sabendo se vou realmente me formar ou não…

Portanto…oremos!

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Recesso para o TCC

Quem visita o blog deve ter percebido que estou bastante ausente. O fato é que estou em fase final de curso e, com isso, preciso finalizar o tão temido Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Todos tem que passar por isso, o que não nos impede de reclamar, ficar estressado, deprimido e de deixar algumas atividades de lado, como, no meu caso, o blog.

São mais duas semanas até a entrega, depois tudo volta ao normal. Ou quase. Porque ainda tem a banca. Mas depois da banca sim, só alegria. Fazer festa com os colegas formandos e curtir o momento, depois de 8 longos anos estudando na Unisinos.

Espero que vocês entendam portanto a ausência de posts e fiquem ligados porque assim que for possível, retorno às atividades. Obrigada e até breve!

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Jão são 8 anos que estudo na Unisinos e uma coisa é certa: não aguento mais. Porém, até esse semestre, nunca tinha tido a experiência de ser monitora de nenhuma disciplina. Ano passado fiz a cadeira de Redação Experimental em revista, onde produzimos a Primeira Impressão, e, por convite da professora, aceitei a monitoria. Afinal, um descontinho sempre vem bem né?

Meu “trabalho” consiste basicamente em auxiliar os professores, principalmente no que se refere à revista. Portanto, baixo os textos do alunos, imprimo, depois da correção dos professores, corrijo, posto no blog, mando e-mail para a turma, esclareço dúvidas, passo as notas, organizo, organizo e organizo… Achou fácil? Mas não é.

Os professores são super queridos e não me pedem nada que eu não possa fazer. Afinal, sou monitora e estou ali pra isso mesmo, mas o problema são os alunos. Não quero generalizar, mas muito deles complicaram minha vida. É tão difícil assim enviar os trabalhos na data certa? E custa mandar em documento de word? Sim, porque alguns simplesmente jogam o texto no corpo do e-mail e eu que formate. Formatação? Muitos desconhecem parágrafos, espaçamento 1,5, ou vai ver acham bonito um bloco de texto “tijolão”.

Não me entendam mal, não sou uma pessoa reclamona, mas é nessas horas que percebo que fiz bem em não querer ser professora. Não tenho paciência. Eu seria odiada pelos alunos. Eu não daria prazos a mais, eu não aceitaria trabalhos não formatados, eu simplesmente não facilitaria. Monitoria, pra mim, foi um exercício de paciência, de compreensão e, claro, de muito aprendizado.

Se eu toparia a experiência de novo? Com certeza! Mas, de momento, agradeço pelo semestre estar acabando. E resolvi compartilhar isso com vocês, porque hoje, enquanto corrigia os textos, essa questão ficou passando pela minha cabeça…e já deixo a dica, se vocês querem fazer um monitor feliz, colaborem.

Esse texto, originalmente, foi publicado no blog If you could read my mind, criado para a disciplina de Cristividade Estratégica.

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Oral Test

Dizer que aprender uma segunda língua é importante para o futuro profissional ou para futuras viagens ao exterior é chover no molhado. Acontece que estou estudando Inglês no Unílinguas, da Unisinos.

Já são quase 2 anos aprendendo a língua do Tio Sam, mas ainda me sinto como uma criança de 1ª série aprendendo a escrever emendado. É frustrante. Não que eu não vá bem, muito pelo contrário. Aprendi e evoluí muito, mas na hora do speaking, ainda bate o pavor. Por que a mente se esvazia e tudo que vemos é um branco amedrontador? Por que as palavras somem? Por que aquela pronúncia perfeita que nós temos ao nos imaginar lendo, não se concretiza quando as palavras saem da nossa boca?

É o medo de falhar, de faltar palavras, de falar errado, de ser motivo de piada, de se sentir inferior, menos inteligente, menos apta. Afinal, quem gosta de se sentir assim? E é pra evitar maiores constrangimentos que, muitas vezes, optamos pelo silêncio.

Pelo que vejo esse é um mal que acomete 10 entre 10 alunos que estudam inglês, ou qualquer outra língua. O que me conforma e conforta, um pouco. Mas hoje, no oral test, as borboletas no estômago, o suor nas mãos e o riso de nervoso marcaram presença. Minutos mais tarde, porém, eu estava livre do fardo e com a esperança de um 10, mas isso eu só vou saber na semana que vem.

Clichê ou não, concluo que é preciso tentar, arriscar, só vai acertar quem o fizer não é mesmo? Tente você também and good luck!

Esse texto, originalmente, foi publicado no blog If you could read my mind, criado para a disciplina de Cristividade Estratégica.


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